Os Maias, astrónomos por excelência, mais do que um calendário, possuiam um sistema de calendários circular, cujo ciclo completo era de 52 anos solares, que sincronizava dois outros: o calendário Tzol'Kin, de 260 dias, e o calendário Haab, de 365 dias e 1/5.
Pirâmides de Comalcalco, MéxicoSegundo uma determinada corrente de pensamento, que concilia os Calendários Maia e Gregoriano (o calendário ocidental), o calendário Maia prevê o final do ciclo actual no ano de 2012, quando tudo se extinguirá para o início de uma nova era.
Não é mais uma profecia sobre o fim do mundo, mas sim o assinalar dum ponto de viragem, do despertar para uma nova consciência universal que tem vindo a acontecer gradualmente. Estudiosos afirmam que, quem não "renunciar" à filosofia materialista e controladora actual das sociedades ocidentais, verá o seu *Karma mudar.
No solstício de Inverno de 2012, o sol do meio-dia, estará exactamente em conjunção com o ponto de cruz da sua elíptica, com o plano da Galáxia, enquanto também o estará com o centro da Via Láctea.
A grande importância dada pelos Maias à medição do tempo, decorre da concepção que tinham de que o tempo e espaço, em verdade, tratam-se de uma só coisa e que flui não linearmente, como na convenção europeia ocidental, mas circularmente, isto é, em ciclos repetitivos. O conceito chama-se
Najt e é representado graficamente por uma espiral.
Os Maias acreditavam que, conhecendo o passado e transportando as ocorrências para idêntico dia do ciclo futuro, os acontecimentos basicamente se repetiriam, podendo-se assim, prever o futuro e exercer poder sobre ele.
Por esta razão, a adivinhação era a mais importante função da religião dos Maias. Tanto é assim, que a palavra
maia, usada para designar os seus sacerdotes, tem origem na expressão
guardião dos dias.
Fazer um pequeno diário pessoal sobre os acontecimentos mais marcantes, doenças, alegrias, acidentes, tristezas, é uma simples forma para encontrar os ciclos repetitivos na nossa vida.
Esta experiência espantaria até os mais cépticos, se alguma vez o experimentassem.
Resumidamente, a contagem do tempo Maia baseia-se em 13 ciclos lunares, de 28 dias por ano solar, prefazendo 364 dias, mais um chamado 'Fora do Tempo', entre o Ano Velho e o Ano Novo. Pelo calendário Maia, o dia fora do tempo é o dia 25 de Julho.

Os Maias consideravam este dia como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, libertar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo o que foi recebido no período anterior em todos os aspectos. Agradecendo inclusivé os momentos menos bons, pois são, também eles, aspectos importantes na nossa aprendizagem e evolução como seres humanos, cuja essência é espiritual.
No dia 26 de Julho, recomeça um novo ciclo com o nascimento astronómico de Sirius, que se eleva no horizonte juntamente com o Sol, trazendo uma energia de limpeza e purificação interior, trabalhando os nossos corpos subtis, principalmente o emocional. O novo ciclo será regido pela Lua (Lua Planetária Vermelha), estimulando a necessidade de limpar a casa, relacionamentos, pensamentos, medos, culpas, tristezas, mágoas e dando início ao novo ano que entra.
Ponte Circumpolar Arco-ÍrisEste é portanto, um calendário baseado nos ciclos naturais dos astros, como tantos outros que existem, tal como a menstruação da mulher, ou o ciclo da água. Muitos acreditam que seguindo este calendário estaremos a mudar a nossa frequência e a participar da campanha para um novo tempo, o tempo real da harmonia e da Paz, onde o tempo deixa de ser dinheiro para ser arte.
Vamos entrar no
Ano do Mago Lunar Branco (26/07/2007 ~ 25/07/2008).
FELIZ ANO NOVO!
*Karma
A soma de tudo o que um indíviduo fez, está actualmente a fazer, e fará. Karma não tem a ver com retribuição, vingança, punição ou recompensa; karma simplesmente lida com o que é. Os efeitos de todas as acções criam activamente experiências passadas, presentes e futuras, assim fazendo cada um responsável pela sua própria vida, dor e alegria que trás aos outros. Nas religiões que inconporam a reincarnação, karma extende-se através da vida presente, assim como de todas as vidas passadas e futuras.
Este termo, na física, é equivalente à lei: "Para toda a acção, existe uma reação de Força equivalente e Sentido contrário". Neste caso, para toda a acção tomada pelo Homem, ele pode esperar uma reacção. Se praticou o mal, então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem, então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado. Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, este termo pode parecer diferente, porém a sua essência foca sempre as acções e suas consequências.
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