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domingo, 2 de março de 2008

Espírito Brasileiro

O povo brasileiro é certamente dos povos com o nível de energia mais elevado do planeta. Boa disposição, muita alegria, carinho e muita amizade, foram os sentimentos que mais experimentei no Brasil.

Dizem que o clima é o responsável por tais características. Pessoalmente, acho há outras características inatas neste povo, talvez genéticas, talvez históricas, ou talvez relacionadas com a toda a mistura de raças que lhe deu origem, que despertam as emoções e o amor que carrega à flor da pele.

Folião como ninguém, este povo é anfitrião da maior e mais famosa festa do mundo. Na passarela, a mulher brasileira esbanja beleza e sensualidade naturais. No relvado, os craques jogam à bola como se de um jogo entre amigos se tratasse. Mulheres bonitas, música, futebol, sol, caipirinhas, boa comida, praia, paisagens naturais únicas, este país tem tudo!

Sorridentes, apaixonados pela vida, os brasileiros dão tudo pela família e amigos, e estão sempre prontos para qualquer convívio.

Não são histórias nem mitos, o Brasil é um destino incontornável para quem gosta de viajar e conhecer outras culturas.

Mas, nem tudo são rosas neste paraíso... No que toca a política, liderança e distribuição de riqueza, o Brasil tem ainda um longo caminho a percorrer. Ainda assim, mesmo mal gerido, consegue ser uma das economias mais apelativas da actualidade, tamanha é a sua riqueza, dimensão e população.

Brasil, um destino a não perder, que mexe com a alma mais pacata e deixa na memória o sentimento de querer regressar...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Parabéns Life Trips!

Um ano de Life Trips...

Sempre de malas às costas, encontros com seres excepcionais, lugares de sonho, cidades alucinantes, culturas inspiradoras, diferentes religiões e milhares de milhas aéreas, foram tempos incríveis que passaram a voar.

O prazer pela comunicação, escrita e partilha de experiências, tem alimentado a motivação de escrever no Life Trips. Acima de tudo, o Life Trips é dedicado a todos aqueles por quem sinto amor e carinho, mas também a outros que desconheço, e que têm curiosidade em conhecer mais deste pequenino berlinde azul lácteano, e dos seres que o habitam.

Com tanto trabalho, prazos de entrega curtíssimos e muita correria, nem sempre é fácil comunicar com a família e amigos. Assim, através destes bits, de certa forma materializo a minha presença, transmito que estou bem, e crio uma forma de comunicação mais adaptada ao ritmo de vida que levo actualmente.

Olhando para trás, fazendo uma retrospectiva de tudo o que vivi ao longo deste ano, daquilo que procurava, do que encontrei, e do que agora procuro, descobri uma paixão a florescer.
Apaixonei-me pela Vida, e por este Universo mágico do qual todos fazemos parte. Sinto uma energia positiva a crescer dentro de mim, vinda de uma fonte inesgotável. Essa mesma fonte que nos dá tudo o que precisamos, ao longo do trilho em que caminhamos, mantendo viva a vontade de lutar, e alcançar, todos os nossos sonhos.

Pelo amor que sinto pela minha família e amigos, pela magia que encontro na natureza, pelo olhar inocente nos olhos de qualquer criança, continuo a acreditar na Paz e no Bem, mesmo sabendo que tantos ainda sofrem, devido à violência e inveja, que persistem um pouco por todo o lado.

Todos temos a capacidade de amar, tal faculdade deveria ser suficiente para a tolerância...

VO
Brasil, Salvador da Bahia, 5 de Fevereiro de 2008

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Coisas simples

Diz-se que, só damos valor às coisas quando as perdemos.
Perder algo, implica que um dia o recebemos.
Receber, dá origem ao ter, que implica uma certa constante temporal, por mais breve que seja.
Ter algo que antes não tínhamos, transforma-nos.

Para dar valor, temos que perder.
Se damos, também temos que receber.
Então, é preciso perder, para receber, e dar o valor.

Estamos aqui, agora, neste preciso momento, a receber e a dar, em constante interacção com o Universo, em constantes trocas de energia, sob as mais diversas formas.
Fazemos parte da Natureza.
E, nela, nada se perde, tudo se transforma.

Estamos em constante aprendizagem, e a perda transforma-nos também, abre-nos os horizontes, para as coisas mais simples que se possam imaginar.
Toda a transformação, muda a nossa interacção.
Assim, o que perdemos, continuará a ter o valor que adquiriu quando o perdemos, e aquilo que ainda não recebemos, já recebeu o valor que perdemos.

A realidade é que, no fim, nunca perdemos, nem nunca recebemos, apenas transformamos, pois a Natureza é constante.

Só existe uma energia, e só ela importa.
Chama-se Amor.


sábado, 1 de setembro de 2007

Adão e Eva

Há muitos anos atrás, movidos pelo amor a um ente querido falecido, um pequeno grupo de franceses viajou até ao Porto, para descobrir as suas raízes.
Foi assim que a minha família descobriu que tinha parentes franceses.
Desde então, fortaleceram-se laços entre as gerações mais velhas das duas famílias, que afinal têm a mesma origem, e hoje se consideram como uma só.

Depois dos Açores, no final de Agosto, rumei com os meus pais em direcção à Normandia, para visitar a parte francesa da nossa família.
Quando dei por mim, estava sentado a enormes mesas de jantar, rodeado de parentes franceses das mais variadas idades, a maioria dos quais conhecia pela primeira vez.

É incrível a natureza, como funciona, como sobrevive e se multiplica!
Pensar que a junção de duas simples células, provenientes de dois seres multicelulares complexos, desencadeou todo um conjunto de acontecimentos ao longo de vários anos, cujo germinar se repetiu geração após geração, até chegar aos dias de hoje, em que todas elas partilham vivências, se cuidam mutuamente, e lutam por assegurar que o processo irá continuar a perpetuar-se, a partir das gerações mais novas...
Eu sou fruto de um desses germinares, do lado português.

(Este tema dá tinta para muitas canetas, e já tem um capítulo reservado no meu livro.)

Na verdade, não fosse eu conhecer a história dos meus antepassados, e poderia cruzar-me, numa das minhas viagens, com um parente, e contactar com ele como contactaria com um qualquer estranho!
Afinal de contas, quantos parentes não teremos todos nós?
Até onde conhecem a vossa história, até onde conseguem ver para baixo, em direcção à raiz da vossa árvore genealógica?

(Espreitem este site: www.geni.com .)

Tendo em conta a exponencial explosão demográfica, desencadeada desde a revolução industrial, ou então viajando até ao passado em que a população mundial tinha muitos menos algarismos, poderei afirmar, com segurança razoável, que o leitor será provavelmente meu parente. Este assunto é, talvez, o tema central do livro mais famoso e lido em toda a história da humanidade. Mas também pode ser facilmente comprovado com aritmética, essa sim, tal como toda a matemática, inegável.

A propósito, esta é uma das teorias mais extraordinárias que já absorvi, e que tantas vezes contemplei num quadro sobre a história da matemática, no 5º Piso da Universidade, enquanto esperava pelos meus professores catedráticos, para discutir um qualquer tema relacionado com a minha progressão nos estudos:

"Nós podemos tomar o estado presente do universo como o efeito do seu passado e a causa do seu futuro. Um intelecto que, em dado momento, conhecesse todas as forças que dirigem a natureza e todas as posições de todos os itens dos quais a natureza é composta, se este intelecto também fosse vasto o suficiente para analisar essas informações, compreenderia numa única fórmula os movimentos dos maiores corpos do universo e os do menor átomo; para tal intelecto nada seria incerto e o futuro, assim como o passado, seria presente perante seus olhos."
Demónio de Laplace, Pierre Simon Laplace (Fonte: Wikipédia)

Viagens laplacianas à parte, a verdade é que nasceu um carinho mútuo entre as partes francesa e portuguesa, que acho admirável e muito prezo. Acima de tudo, tenho vindo a presenciar uma dedicação à família que me parece extraordinária, movida pelas gerações mais velhas, já com outra experiência e sabor de vida. Pelo meio redescobri-me, e aos meus também...

Deixo aqui uma simbólica homenagem cibernética ao meu bisavô paterno:


quarta-feira, 25 de julho de 2007

Dia Fora do Tempo

Os Maias, astrónomos por excelência, mais do que um calendário, possuiam um sistema de calendários circular, cujo ciclo completo era de 52 anos solares, que sincronizava dois outros: o calendário Tzol'Kin, de 260 dias, e o calendário Haab, de 365 dias e 1/5.

Pirâmides de Comalcalco, México

Segundo uma determinada corrente de pensamento, que concilia os Calendários Maia e Gregoriano (o calendário ocidental), o calendário Maia prevê o final do ciclo actual no ano de 2012, quando tudo se extinguirá para o início de uma nova era.
Não é mais uma profecia sobre o fim do mundo, mas sim o assinalar dum ponto de viragem, do despertar para uma nova consciência universal que tem vindo a acontecer gradualmente. Estudiosos afirmam que, quem não "renunciar" à filosofia materialista e controladora actual das sociedades ocidentais, verá o seu *Karma mudar.

No solstício de Inverno de 2012, o sol do meio-dia, estará exactamente em conjunção com o ponto de cruz da sua elíptica, com o plano da Galáxia, enquanto também o estará com o centro da Via Láctea.

A grande importância dada pelos Maias à medição do tempo, decorre da concepção que tinham de que o tempo e espaço, em verdade, tratam-se de uma só coisa e que flui não linearmente, como na convenção europeia ocidental, mas circularmente, isto é, em ciclos repetitivos. O conceito chama-se Najt e é representado graficamente por uma espiral.
Os Maias acreditavam que, conhecendo o passado e transportando as ocorrências para idêntico dia do ciclo futuro, os acontecimentos basicamente se repetiriam, podendo-se assim, prever o futuro e exercer poder sobre ele.
Por esta razão, a adivinhação era a mais importante função da religião dos Maias. Tanto é assim, que a palavra maia, usada para designar os seus sacerdotes, tem origem na expressão guardião dos dias.

Fazer um pequeno diário pessoal sobre os acontecimentos mais marcantes, doenças, alegrias, acidentes, tristezas, é uma simples forma para encontrar os ciclos repetitivos na nossa vida.
Esta experiência espantaria até os mais cépticos, se alguma vez o experimentassem.

Resumidamente, a contagem do tempo Maia baseia-se em 13 ciclos lunares, de 28 dias por ano solar, prefazendo 364 dias, mais um chamado 'Fora do Tempo', entre o Ano Velho e o Ano Novo. Pelo calendário Maia, o dia fora do tempo é o dia 25 de Julho.


Os Maias consideravam este dia como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, libertar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo o que foi recebido no período anterior em todos os aspectos. Agradecendo inclusivé os momentos menos bons, pois são, também eles, aspectos importantes na nossa aprendizagem e evolução como seres humanos, cuja essência é espiritual.

No dia 26 de Julho, recomeça um novo ciclo com o nascimento astronómico de Sirius, que se eleva no horizonte juntamente com o Sol, trazendo uma energia de limpeza e purificação interior, trabalhando os nossos corpos subtis, principalmente o emocional. O novo ciclo será regido pela Lua (Lua Planetária Vermelha), estimulando a necessidade de limpar a casa, relacionamentos, pensamentos, medos, culpas, tristezas, mágoas e dando início ao novo ano que entra.

Ponte Circumpolar Arco-Íris

Este é portanto, um calendário baseado nos ciclos naturais dos astros, como tantos outros que existem, tal como a menstruação da mulher, ou o ciclo da água. Muitos acreditam que seguindo este calendário estaremos a mudar a nossa frequência e a participar da campanha para um novo tempo, o tempo real da harmonia e da Paz, onde o tempo deixa de ser dinheiro para ser arte.

Vamos entrar no Ano do Mago Lunar Branco (26/07/2007 ~ 25/07/2008).
FELIZ ANO NOVO!


*Karma

A soma de tudo o que um indíviduo fez, está actualmente a fazer, e fará. Karma não tem a ver com retribuição, vingança, punição ou recompensa; karma simplesmente lida com o que é. Os efeitos de todas as acções criam activamente experiências passadas, presentes e futuras, assim fazendo cada um responsável pela sua própria vida, dor e alegria que trás aos outros. Nas religiões que inconporam a reincarnação, karma extende-se através da vida presente, assim como de todas as vidas passadas e futuras.

Este termo, na física, é equivalente à lei: "Para toda a acção, existe uma reação de Força equivalente e Sentido contrário". Neste caso, para toda a acção tomada pelo Homem, ele pode esperar uma reacção. Se praticou o mal, então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem, então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado. Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, este termo pode parecer diferente, porém a sua essência foca sempre as acções e suas consequências.


Citações, fotos e fontes, compiladas a partir de:

Wikipédia
Zuvuya.net
Authentic Maya
PAN Portugal

domingo, 22 de julho de 2007

Magia

Quando menos esperamos, encontramos alguém a quem nos ligamos instantaneamente.
Estabelece-se comunicação metafísica, surgem coincidências, encontram-se pontos comuns, partilham-se pontos de vista, evolui-se e..., acontece magia.
Existe energia em tudo o que nos rodeia, e tal como nós próprios o somos, todo o Universo é composto por diferentes sistemas de energia, que interagem entre si e formam um todo.
Uma simples conversa, com a pessoa certa, pode trazer-nos respostas e mudar o rumo da nossa vida.
Por vezes, criamos empatias em breves instantes e encaixamos as nossas "filosofias", mais recorrentes, com as de outrem. A peça do puzzle que teimava em não avançar, aparece do nada. Viver é uma aventura, e cada um de nós é um explorador, qual Indiana Jones à procura da próxima pista para decifrar.
Com caminhos diferentes, todos temos um destino comum e, nos entretantos, cruzamo-nos para nos ajudarmos mutuamente nesta alucinante viagem.
A Vida é movimento e é impossível parar a constante mutação.


Do nada, hoje conheci alguém que me trouxe notícias de um amigo que está em Timor. Foram duas (sub)realidades que logo se enriqueceram, e passaram a fazer parte uma da outra. As infra-estruturas de comunicação foram instaladas, os sistemas dados como operacionais, e os testes reais acabaram de ter início.
O tempo e o espaço são relativos, já opinava Einstein, e a comunicação não tem fronteiras. Basta acreditar para ela ser possível, mesmo à distância.
Assim se passa a evolução. Ligamo-nos uns aos outros e evoluímos juntos. Todos somos feitos da mesma matéria, apenas vivemos a diferentes ritmos, temos diferentes capacidades, propósitos e percepções. Somos transístores vivos, que se sintonizam com o cenário envolvente, cada um num diferente nível de evolução.
A receptividade é o caminho, o amor a chave, e o medo a porta.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Protector Solar

Este é, sem dúvida, dos melhores vídeos que já encontrei na net, não pelo filme em si, mas pelo texto, música e significado.
O texto original, intitulado "Advice, like youth, probably just wasted on the young", é na realidade um pequeno ensaio, escrito por Mary Schmich, publicado numa coluna do Chicago Tribune, a 1 de Junho de 1997. Na introdução à coluna, a autora descreve o texto como sendo um commencement address*, se lhe fosse pedido um.

Mais tarde, a coluna foi tranformada num tema musical por Baz Luhrman, intitulado: "Baz Luhrman Presents: Everybody's Free (To Wear Sunscreen): The Sunscreen Song (Class of '99)", ou, na versão mais curta: "Everybody's Free (To Wear Sunscreen)". Foi um êxito!

É uma inspirada reflexão, e um hino à grandiosa viagem que estamos a fazer.


(Dica: Carregar em play e deixar o vídeo iniciar. Em seguida, carregar em pause e esperar que carregue totalmente, para depois poder visualizá-lo sem sobressaltos.)

* "Commencement address", é o nome dado ao discurso feito aos finalistas, normalmente universitários.
"Commencement", é o nome dado à cerimónia, na qual os graus e diplomas são conferidos aos estudantes finalistas. (Costume norte-americano.)

Advice, like youth, probably just wasted on the young, no Chicago Tribune.

Wear Sunscreen, na Wikipedia.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Vidas


Planeta Terra, mais de 6,5 mil milhões de seres humanos.
Mais de 6,5 mil milhões de vidas, que vagueiam em busca de objectivos, mais ou menos singulares.
Poucas altruístas, muitas egoístas e outras tantas indiferentes.
São vidas que se cruzam, partilham momentos, separam, terminam e começam.
Vidas que choram, sorriem, amam e odeiam.
Todas diferentes, todas iguais.
Umas com mais, outras com menos, necessidades, problemas, alegrias, ou tristezas.
Mas todas vivem, todas sentem, todas... simplesmente existem.
Todas, todas, todas têm esse mesmo direito, o direito de ser.
Contemplam o céu, contemplam a vida, contemplam as suas vidas, contemplam as vidas que cruzam as suas.
Muitas agradecem terem nascido, muitas gostariam nunca se ter conhecido.
Azar, sorte, destino?
O importante é existir, existirem todas, todas partilharem.
Engraçado, como tudo é tão relativo.
Igualmente significantes, todas querem ser as mais importantes.
E, no fundo, todas são poeira das estrelas.

domingo, 13 de maio de 2007

Paz, Peace, Paix, Frieden, Pace, 和平, ...












All pictures downloaded from the Internet.
To all authors, thank you. ;)

Viagens (reeditado)

Quando se passa muito tempo a viajar, consegue-se realmente parar para pensar. De repente colocámos a nossa vida quotidiana em pausa, para a podermos analisar sem termos que nos preocupar com a continuidade da rotina. Projectos, relações, família, amizades, tudo nos vem ao pensamento. Consegue-se até, por vezes, muito mais do que analisar a nossa vida, analisarmo-nos a nós próprios e o porquê das nossas opções.
Em Moçambique, devido a todas as diferenças no modo de estar, condições de vida, clima, hábitos, cultura e filosofias que encontrei, consegui ter uma amostra do que seria uma viagem ao “eu”. Mas em nada comparável ao que me tem acontecido aqui na Argélia. Acredito que terá sido a combinação de vários factores que acabou por se tornar algo explosiva.
Não sei o que sentirão outras pessoas, que direccionam grande parte das suas energias para tentar conhecer um pouco mais deste grão de areia no Universo, que é o planeta Terra. Agora, sei bem o que eu tenho sentido nestes últimos dias.
Já passei por muito, estive em locais completamente distintos, conheci e falei com muita gente de vários povos e de todos os estratos da sociedade. Se todos somos o que vivemos, então já tive a oportunidade de absorver uma enorme variedade de experiências e opiniões.
Querer conhecer outras culturas, foi algo que sempre me atraiu em todas as viagens que fiz. O cenário em que nascemos influencia para sempre a nossa personalidade. Se nascesse num país muçulmano, o mais provável seria ser seriamente devoto à religião. Assim como, se nascesse na Índia teria uma infinidade de deuses tão grande para adorar, que hoje precisaria talvez, de anos de estudo para conhecer o profundo significado de cada um. Ou então, se nascesse nos Estados Unidos, talvez adorasse o BigMac, a Pepsi, ou a Coca-cola, enquanto assistia na CNN à chegada dos meus compatriotas a mais um palco de guerra. Tal não aconteceu assim, e sendo qualquer ser humano feito da mesma matéria, nenhum poderá julgar outro sem tentar primeiro conhecê-lo, enquadrando o seu passado e meio em que cresceu.
Graças ao meu espírito de abertura, por vezes surreal, acabei no passado fim-de-semana por me ver mergulhado na religião muçulmana. Acabou por se tornar numa experiência avassaladora, que ainda estou a assimilar. Sempre que regresso de uma viagem encontro o meu país diferente, quando na realidade quem mudou fui eu. Sinto que desta vez a metamorfose foi grande. Tanto que já me apercebo dela e ainda nem as malas fiz para regressar.
Na verdade, quando se abre o espírito, libertando-o de preconceitos e estereótipos, para tentar conhecer uma cultura diferente, devemos estar preparados para reavaliar no final os nossos próprios valores. Fui educado segundo os parâmetros de uma cultura ocidental, e dessa educação, na qual os meus pais tiveram um papel fundamental, resultaram uma série de valores pelos quais me rejo diariamente. Claro que hoje estes valores já foram por mim moldados, fruto das minhas vivências, dificuldades e preferências. Mas, sejam quais forem esses valores, gosto que outros os respeitem, assim como eu tento respeitar outros também.
Até ao fim-de-semana passado, desconhecia quase completamente a religião muçulmana e tudo o que a envolve. Hoje, ainda não posso dizer que a conheço, mas já tenho uma ideia presente, e não um estereótipo que os media decidiram dar-me a conhecer. Infelizmente, e esta é a minha humilde opinião, actualmente existe uma certa confiança cega nos meios de comunicação ocidentais, e ninguém se questiona da verdadeira qualidade da informação que consumimos. Deixo no ar uma pergunta: Será que as notícias são as mesmas para todas as culturas?
Sem dúvida que o que nos toca mais na vida são as pessoas, e não é preciso correr o mundo para que tal aconteça. Há alturas na vida de mudança e eu estou a atravessar uma delas. Tudo provocado por um conjunto de pessoas, completamente distintas, com quem tive a oportunidade de conviver nos últimos meses, aliado ao facto de estar num país com uma religião diferente, cuja ocupa um lugar de peso na organização da sociedade. Esta mudança acabou também por afectar aquilo a que me proponho partilhar neste blog.
Ora não podendo a obra ser dissociada do autor e da sua realidade, não pode também um pequeno texto ser interpretado como um todo. Poderia retirar do meu bloco de notas uma infinidade de passagens, escritas em momentos completamente distintos, que por um ou outro motivo decidi imortalizar. Mas tal não faria sentido pois tais passagens estariam desprovidas de contexto. Pelo contrário, quis antes tornar este blog numa espécie de apêndice do meu bloco de notas. Desta forma, acredito conseguir dar outra dimensão e enquadramento às experiências que vou relatando.
Afinal o que sentirá um grande escritor ao reler a sua obra-prima passado algum tempo? Será que nesse momento a escreveria da mesma forma? Tenho a certeza que não. Bem ou mal, escrevo embalado pelo momento. E sim, tento sempre passar uma mensagem. Mas será essa mensagem generalizada? Ou direccionada? Levantar esta dúvida não foi nunca, nem será o objectivo das minhas palavras. O espírito de cada um decidirá o que absorver e cada ciberleitor terá a sua própria interpretação do que lê.
Lógico que quem me conhece poderá dar outro enquadramento ao que escrevo. Mas o objectivo da minha escrita é dar outro significado ao pragmatismo, tentando despertar o lado B de cada um. Pois sou criativo, sonhador, romântico, visionário e muitas vezes nada racional.
Mas não farão o sonho e a irracionalidade também parte das nossas vidas? Qual é o tema das músicas que teimam em tocar incansavelmente nas rádios de todo o mundo? Será esse tema racional? Será ele apenas sentido, percepcionado, sei lá... pelo autor de cada música? Ou será cada um de nós capaz de o sentir, nem que seja pelo menos uma vez na vida? Quem nunca sentiu algo que não tivesse explicação, que pudesse mudar de tal forma o seu estado de espírito, ao ponto de fazer soar qualquer simples melodia como uma sinfonia, ou tornar um dia de chuva num dia absolutamente perfeito?
A espontaneidade é a genuinidade da vida, basta apreciar uma criança. Eu não tenho jeito para jogos de cinismo, aparências, ou status, e por isso já perdi muito. Ou será que não mantive antes a minha integridade?
Das coisas que mais aprecio na vida é ver as pessoas dançar. Desde os primórdios dos tempos que civilizações antigas utilizam rituais de dança para se libertarem e atingirem estados superiores de consciência. Basta ouvir a nossa música preferida para nos apercebermos do poder que ela tem. Estas civilizações viviam em contacto permanente com a natureza e em harmonia com a mesma. Hoje parece que as pessoas se esquecem de onde estão.
NÓS ESTAMOS EM CIMA DE UMA MINÚSCULA MOLÉCULA DE ALGO GIGANTESCO, CHAMADO UNIVERSO.
Pensar nisto dá-nos uma dimensão completamente diferente dos nossos problemas. Temos um poder inacreditável que desperdiçamos a cada segundo que passa, mas isto é outra história...
Começando e acabando nos sentimentos, existem tantas coisas neste mundo que ninguém consegue explicar. Mas vamos deixar a ignorância negar o que é evidente? Infelizmente, com o desenvolvimento das sociedades ocidentais e a complexidade das relações que enfrentamos diariamente, de uma forma geral, hoje paira no ar um medo generalizado de cada um ser simplesmente como é.
Depois de ter publicado alguns dos últimos posts com conteúdo mais “pessoal”, chegaram até mim diferentes reacções. Resolvi então dar esta achega mais “pés na terra”, para lançar ainda mais dúvidas para o ar!
Certamente que, tendo eventualmente sido meu objectivo endereçar alguma mensagem por aqui deixada antes, o farei inequivocamente em momento oportuno. Não o tendo feito já, não gostaria que tal fosse assumido como um dogma, mas sim como um estímulo à imaginação de qualquer transeunte cibernauta que por aqui passe.
Não sei como será o dia de amanhã, mas uma certeza fica porém, depois dos comentários anónimos que foram já deixados no Life Trips, que exprimem opiniões estereotipadas e preconceituosas, as quais recuso aprovar por serem destrutivas, irei continuar a escrever sobre este tuga à descoberta de novos mundos, novos povos, novos horizontes. Através dos meus testemunhos continuarei a tentar mostrar outros pontos de vista, para além daqueles que nos são dados a conhecer através dos media ocidentais.
Bons ou maus, já haverá quem frequente assiduamente estes caracteres. Ou não falassem por si mesmas as visitas ao Life Trips.
Paz.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

1º Ensaio

Quem me é mais próximo sabe que há muito que falo em escrever um livro.
É realmente um dos meus sonhos.
O meu pequeno bloco de notas, que guardo religiosamente há anos, está quase completo.
Desde o ano passado que tento começar esta empresa, mas todas as tentativas foram infrutíferas.
Esta noite sentei-me em frente ao computador para escrever algo que me passava pelos pensamentos. Nada de anormal nos últimos tempos, já que tenho escrito vários pequenos textos, talvez devido às sucessivas viagens que venho fazendo desde o Verão passado.
Quando dei por mim, já não conseguia parar de escrever e... eis que escrevi o primeiro ensaio.

1 (Um)

Qual a origem do Universo?
Esta é a questão que move milhões de cientistas, estudiosos, filósofos, escritores, e tantos outros, um pouco por todo o mundo.
Uma sondagem relativamente recente, realizada junto de vários núcleos de cientistas conceituados a nível mundial, foi bastante surpreendente.
Os resultados apresentaram um número muito significativo de cientistas, que hoje são levados a acreditar que o Universo poderá ter tido uma origem superior.
"...ciência consiste em agrupar factos para que leis gerais ou conclusões possam ser tiradas deles." - Charles Darwin
Mesmo sem qualquer facto, ou prova concreta, estes homens da ciência quebram todas as teorias e deitam por terra o método científico.
Segundo eles, a perfeição da vida existente na Terra é tal, que não poderia pura e simplesmente ter apenas acontecido por um mero acaso, ou conjugação aleatória de diferentes factores.
Estudos realizados afirmam que para a vida na Terra chegar ao estado de evolução actual, falando mais concretamente da espécie humana, seriam necessários mais milhões de anos do que a idade calculada da Terra.
Este facto, é a base para a maioria das teorias que sugerem que a vida na Terra terá tido origem noutro planeta.
Se contemplarmos a Natureza à nossa volta, e mesmo nós próprios, facilmente nos apercebemos de como tudo funciona na perfeição.
Isto é um dado adquirido que ninguém questiona, e ainda hoje existem inúmeras lacunas na medicina, cuja ainda não compreende na íntegra o funcionamento do corpo humano.

Olhando para o passado, conseguimos ver como foi a história da nossa evolução.
Mas, mesmo aí se podem encontrar vestígios de civilizações sugerindo um nível de conhecimento que, fazendo uma viagem pelo nossos antepassados, apenas foi descoberto por estes muito mais tarde.
Então, o que teriam os homens e mulheres destas civilizações de diferente, para saberem na altura, o que apenas mais tarde vieram a saber os nossos antepassados, e detendo estes uma tecnologia tão distinta?

Diferentes correntes de pensamento deram origem a diferentes caminhos na evolução das civilizações.
Pois, hoje, acredito que estamos a viver uma mudança sem precedentes na nossa espécie.
Devido à velocidade de circulação da informação, e facilidade de partilha da mesma, está a nascer e a consolidar-se uma cultura e conhecimento, partilhados por diferentes povos.
Esta fusão de saberes irá dar origem a uma nova forma de olhar a Vida, comum à escala planetária.
A crescente mobilidade das pessoas é um bom exemplo disso.
Estereótipos e preconceitos são quebrados todos os dias.
Cada vez mais nos apercebemos que em todo o mundo, pessoas com cor de pele diferente, hábitos diferentes e religiões diferentes, procuram tirar da Vida exactamente as mesmas coisas.
Sobreviver, ter alimento, encontrar uma companhia para a viagem que é a Vida, deixar descendentes, educá-los para a sua própria viagem e acompanhar o seu crescimento. Estes são os objectivos naturais na vida de qualquer ser humano, em qualquer parte do mundo. Se nos conseguirmos abstrair de todas as coisas mundanas, pormenores, ou problemas que possamos ter, conseguimos realmente identificar que estes são, em linhas gerais, os passos básicos da evolução da nossa espécie.

Uma geração não pode nascer, pura e simplesmente ensinada, pelo que o processo evolutivo de alguém que nasce hoje, irá ter início no exacto ponto em que se encontra a espécie nesse momento.
Mais tarde, este novo ser irá também dar o seu contributo para a evolução da espécie. E assim sucessivamente.
É um milagre crescermos e sermos capazes de criar algo.
Somos seres que, de uma forma geral, nos assemelhamos a super-computadores super-inteligentes. O nosso corpo é uma máquina, carregada com uma série de instintos ainda dentro da barriga das nossas mães. Mesmo antes de virmos à luz, começamos a aprender, e este processo de aprendizagem apenas termina com a nossa morte.
As próprias palavras que lêem neste momento, resultaram de todas as minhas experiências, vivências boas, ou más, e de todas as informações que assimilei e processei até hoje, que por sua vez me foram também transmitidas por outros seres.
E estes seres, quando se cruzaram comigo, tinham já tido as suas próprias experiências. Assim é o processo da nossa evolução.

Gostaria de um dia vir a ter filhos. Neste momento apenas posso tentar imaginar o que poderão sentir os pais de uma criança ao vê-la nascer, e depois ao acompanhá-la durante a sua vida.
Deve ser algo verdadeiramente maravilhoso e extraordinário educar um ser segundo as nossas próprias convicções e valores. Então se a criança for fruto de um amor genuíno e incondicional, quão bela será a partilha da sua educação? Espero vir a sabê-lo mais tarde.
Mas talvez vocês estejam nessa situação e, neste preciso momento, estejam a sentir, e a apreciar, a grandiosidade daquilo a que um dia alguém da espécie humana resolveu chamar "Vida".

Agora, haverá algum ser superior, algum Deus, em toda esta equação?
Talvez, mas para o estado actual da nossa evolução tal não é importante.
Ou, não era até hoje.
Com o nascer desta nova consciência universal, talvez a raça humana possa finalmente assumir como dado adquirido que somos seres colaborantes.
As pirâmides do Egipto não foram construídas por um só homem.
Foram precisas várias gerações para as elevar.
Já se aperceberam realmente da grandiosidade de algumas obras das civilizações antigas? Toda a organização que foi necessária para as pôr de pé?
As pirâmides do Egipto, são para mim uma lição para toda a humanidade. Colaboração, entreajuda, simbiose, tantos adjectivos sinónimos neste contexto poderiam ser enunciados para descrever a espécie humana.
Basta olhar para as nossas sociedades, que tão orgulhosamente dizemos serem desenvolvidas.
O pão que temos em casa não foi amassado pelo gestor de uma grande empresa.
O carro que conduzimos não foi construído na pequena oficina do nosso vizinho.
Cada um de nós tem o seu papel e é necessário para fazer a engrenagem girar.

Normalmente estamos demasiadamente ocupados com o nosso trabalho, com o dinheiro para pagar a renda, com os anos que ainda precisamos de trabalhar até liquidarmos todas as prestações da nossa casa. Até por toda a rotina que se gera na nossa vida em torno do trabalho, não temos sequer tempo para parar, e apreciar todo o esplendor da Vida.
Mas, é então que alguém que nós amamos morre.
Nesse exacto instante todos os nossos problemas deixam de ter significado.
A discussão de ontem no trânsito foi um absurdo, a irritação desta manhã por não estarmos tão bonitos como é costume é um mero capricho, e o facto de não gostarmos do nosso carro por ser pouco luxuoso, ou dar apenas 120Kms/h, é uma total anedota.
Todos os nossos objectivos são novamente equacionados.
Então, eis que, mais ou menos lentamente, depois de nos conformarmos que nunca mais iremos poder partilhar com essa pessoa pequenos momentos, pequenas coisas, e nenhuma delas relacionada com valores materiais, vamos sendo assimilados novamente por todo o frenesim que é a nossa sociedade.

Falta, pelo menos na grande maioria das sociedades actuais, uma visão mais humana dos outros, quer sejam eles família, amigos, colegas, ou completos estranhos. É realmente difícil conseguirmos fazê-lo, é verdade.
Talvez com uma grande guerra as coisas mudem. Sou extremamente positivista, mas tenho algum receio pelo nosso futuro. Embora as bases para esta nova cultura de entreajuda universal estejam já a ser consolidadas, temo que venha a acontecer algo de muito negativo para que a raça humana tome definitivamente uma atitude.

Diz-se que a esperança é a última a morrer. E que enquanto há Vida, há Esperança.
Tenho conhecido pessoas extraordinárias nos últimos tempos e muitas delas lutando realmente pela sua própria evolução.
Sim, porque para sermos agentes de mudança, primeiro temos que nos mudar a nós próprios. Esta é uma luta diária que requer imensa energia, mas vale a pena. Ou não fosse a vida mágica e não estivesse a Lei da Atracção cada vez mais forte.

Resumidamente, a Lei da Atracção está normalmente associada com as teorias da Nova Idade (New Age) e do Novo Pensamento (New Thought). Segundo esta lei, o indivíduo não deve nunca mergulhar moderada, ou ansiosamente, no negativo, uma vez que o “princípio metafísico da vida” está incorporado numa “lei da atracção”, que afirma “recebes aquilo em que pensas; os teus pensamentos determinam o teu destino”. Também é dito que as emoções são o factor que aumenta, ou diminui, a velocidade de atracção relativamente ao quanto sentimos do “tema” que estamos a tentar atrair.
Segundo Wallace D. Wattles, no seu livro The Science of Getting Rich de 1910, esta teoria tem uma origem Hindu e tem vindo gradualmente a afirmar-se no mundo ocidental à 300 anos. Ainda segundo ele, esta lei é a fundação de todas as filosofias Orientais, e das de Descartes, Spinoza, Leibnitz, Schopenhauer, Hegel e Emerson.

Claro que há muito cepticismo em torno desta lei, sendo mesmo alguns dos contra-argumentos bastante negativistas. A verdade é que cada vez mais autores têm vindo a escrever sobre o tema, descrevendo relatos de experiências de inúmeros indivíduos, das mais diferentes origens.

Esta lei é fortalecida exponencialmente por cada pessoa que começa a ter consciência dela.
"Tudo acontece por uma razão."
Muitas começam por ter consciência no exacto momento em que acreditam pela primeira vez nesta afirmação.

Tive conhecimento da existência da formulação desta lei quando estive em Moçambique. Nem imaginam qual terá sido o meu espanto quando chegou até mim um filme sobre ela.
Desde muito novo que comecei a olhar a vida com alguma desconfiança. Desconfiança que lentamente se foi transformando em algo mágico ao longo dos anos.
Mágico porque é algo extremamente difícil de explicar, uma vez que tem que ser vivido e sentido, e varia com a experiência de cada um.
Como apenas posso falar da minha experiência nesta alucinante viagem, é-me difícil fazer luz nos pensamentos de alguém que nunca pensou no mesmo por ela própria.
Eis então que estava em Maputo, sentado a assistir a um filme onde várias pessoas falavam das suas experiências.

Há vários anos que tirava notas com o objectivo de escrever um livro. Desde o momento em que escrevi a primeira, tive a certeza que o iria realmente escrever um dia. A verdade é que a vontade, por si só, não é suficiente para fazer seja o que for. Assim, há muito que queria encontrar um enredo com princípio, meio, e fim, por forma a conseguir expressar-me da forma que desejava.
Com o passar do tempo tanto a vontade, como o enredo, foram sofrendo mutações, na mesma proporção da evolução da minha maturidade. E finalmente chegou o dia em que todas as notas passaram a ter um significado comum e tinha uma história que acreditava fazer sentido contar.

Este livro fará parte do meu contributo para a evolução da espécie humana, assim como o trabalho de cada um na engrenagem da nossa simbiose, nesta longa viagem sem destino à vista.

Por Vítor Oliveira, Argel (Argélia), 04/05/2007, 02:38
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terça-feira, 1 de maio de 2007

Destino


Apareceste sem aviso quando já tinha desistido de te procurar.
Despertaste algo que desconhecia, mudaste o rumo dos meus sonhos, deste mais magia à minha vida e, agora, já não me consigo imaginar só.
Gostei de tudo o que vi, ouvi e senti, tal foi a perfeição aos meus olhos.
As nossas diferenças atraem-me, os teus gestos e sorriso gravados repetem-se na minha mente, tudo faz sentido.
Desde logo o reflexo do ouro aguçou a minha racionalidade, qual QI 100 lutando contra algo que não tem forma, nem definição.
A batalha continua, mas a luta está perdida desde o primeiro olhar.
O sentimento não parece ter fim e apoderou-se de mim.
Desejo mais, conhecer mais, partilhar mais, mas a racionalidade diz-me que estarei só.
Talvez. Mas se sim, deixou de ser importante, pois o que sinto altera o mundo que navego e agora os novos mapas guiam-me para destinos intemporais.
Só agora compreendo o que sentiam por mim, só agora tenho a certeza do que eu não sentia, só agora mudei de capítulo sem hesitar, pois o anterior há muito que tinha perdido significado.
Parece loucura, talvez o seja, porque o sentimento é intenso e os pensamentos são constantes.
Que bom é ser louco.
Na minha realidade física muito pouco mudou, mas na metafísica tudo está alterado. E o sonho seria realidade se ambas se aproximassem, mas como?
Não sei, nem procuro saber, pois o significado da palavra destino não foi inventado, mas escrito por ele próprio.